Patrono 2017 - Paulo Flávio Ledur

terça-feira, 7 de maio de 2013

Saudação aos escritores caçapavanos da XXIII Feira

Por Jacques Duarte Cassel

Nossa saudação ao patrono da 23ª feira do livro,escritor Airton Ortiz, aos escritores aqui presentes, autoridades. 

Nossa saudação também ao escritor Francisco Pereira Rodrigues- um homem que ama os livros- escritor homenageado deste ano, e que, no dia 23 de abril passado, completou  cem anos, justamente no Dia Internacional do Livro. Um povo,uma pátria, não devem ser avaliados apenas por sua pujança econômica,  mas,sobretudo, pela preservação de sua memória,por sua produção cultural,educacional,serviços públicos,iniciativas comunitárias e gentileza ecológica e social.

Sem memória não há existência, nem haverá.
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Com imensa satisfação, saudamos os escritores aqui presentes, guardiões e difusores da nossa memória histórica, poética, sentimental, social, geográfica. Comungam eles do mesmo sentimento regional das cidades pampeanas em que nasceram, e suas relações com a América Latina, em especial com o cone sul.Produziram e produzem obras com caráter regionalista que transcendem para o universal.

Caçapava, Bagé, Lavras do Sul ombreadas e irmanadas na produção literária. Dentro da velocidade dos fatos de um mundo que orbita meteórico no efêmero, dentro dos dias velozes e fugazes, as feiras do livro da clareira na mata transformam-se em clareiras de reflexão e demonstração de algumas das interfaces mais nobres da humanidade : a literatura,a música,o teatro,o cinema,a cultura.

Caminhos do sul da América cujos autores Johnatan Osório, Lislair Leão Marques, Marcelo Spode e Maximiliam Fries nos fazem viajar e nos presenteiam com belas imagens do Uruguai, Chile, Argentina e de nossa bela Caçapava do Sul. Caçapava tem destaque na obra, e como escreveu Carlos Drumond de Andrade: o homem deve “por o pé no chão de seu coração” e o livro põe o pé no chão-coração de Caçapava, revelando, com beleza, seu patrimônio natural,cultural,arquitetônico. Em sua 2ª edição é composto de mais fotografias e textos em português e espanhol. Em breve será lançado em e-book. Sua proposta é a aproximação dos povos latinos e a integração cultural e turística de Caçapava com estes povos. Uma iniciativa inteligente para o desenvolvimento de nossa cidade.

Luiz Carlos Molina - bageense, produtor rural e formado em ciências contábeis,  é autor de “Meu pago é assim” e “Um rastro campeiro”- poesias escritas com alma campeira, por quem nasceu no campo e vivenciou suas lidas e costumes. Contêm admirável vocabulário gauchesco – um patrimônio vocabular-,rimas ricas, certeiras como a suerte do jogo de osso e vigorosas como cavalos em disparada nas coxilhas. Na belíssima “A Estrela D’alva e o peão”: “À noite o moço mirava o céu bordado de estrelas, e assobiava e cantava , apreciando o Universo,pensando que o longe é perto,brincando de namorar”... Em “Jogo de Osso”: “Feitas as jogadas na volta,a banca ordena atirar,sai o osso se volteando, de algum braço que cimbrando , busca a sorte prá ganhar”. “O velho Franklin” é o segundo livro de Alfredo Laureano de Brum Sobrinho. Na Feira do Livro de Caçapava de 2012 lançou o autobiográfico“Doces Lembranças”,escrito durante o período de permanência em uma cadeira de rodas, acometido que foi por uma polineuropatia. O escritor é natural de Jari. Trabalhou 30 anos na Caixa Econômica Federal, e sempre foi um apaixonado por histórias,contos e causos. Com esta bagagem escreveu “O velho Franklin”,que é baseado em fatos reais. É um livro de uma linguagem simples,familiar, realista, que perpassa a vida de Franklin e nos estimula a fazer uma reflexão sobre a vida e a solidão na terceira idade.Nos mostra ,também,o quão podemos aproveitar pequenos-grandes momentos, como contar histórias,por exemplo. No início tem poesia:”... janela com vistas para um jardim localizado na área lateral da residência,de onde se podia ver flores vermelhas,amarelas e brancas,misturas de begônia,onze- horas,sempre-vivas,jasmin e roseiras,algumas um tanto maltratadas pelas formigas ou necessitando de um aterramento nos pés e uma poda na época certa, para que apesar dos anos não tivessem seu aroma prejudicado, permitindo assim que sua essência pudesse entrar na vida dos homens.”

“Os Lírios do Alvorecer” é de autoria de Ivan Pessoa Moreira. Ivan e a poesia. “A palavra sem algema ,eis o poema”, escreveu outro poeta: Carlos Cassel.
Foi colaborador dos jornais A Atualidade, Folha do Sul, O Bom, Folha da Cidade e Razão. É acadêmico vitalício da Real Academia de Letras, recebeu a Comenda Literária  Camões no 12º Prêmio Cultura Nacional, diplomado com Menção Honrosa no 7º Concurso de Poesia Nacional,também recebeu o Diploma de Mérito Internacional Humanitário e Comenda da Paz. Participou de antologias do Instituto da Poesia Internacional, Casa do Poeta Caçapavano, da Ordem da Confraria dos Poetas do Brasil e Real Academia de Letras. Também lançou em 2012: “Florada da Alma” e “Inquietude do Íntimo”.

Em “Centelhas”: quem afirma que alguém é certo ou louco, por certo é um louco”; em “Eus,meu Eu”: “Mas sou eu nos meus eus, que dormem e acordam, como um sopro de vento”.

“Pela Palavra Empenhada/ A Revolução de 1932”, obra de Blau Souza e Zeno Dias Chaves que aborda a rebelião constitucionalista de 1932 tendo como foco os fatos acontecidos no Rio Grande do Sul, que tinha como interventor Flores da Cunha. Como em todo o governo autoritário-atitudes também -, as discordâncias e a imprensa foram perseguidas e sufocadas.

O Dr. Blau Souza ,natural de Lavras do Sul, é cirurgião cardiovascular  em Porto Alegre, produtor rural em Lavras do Sul,teve participação ativa em entidades médicas – AMRIGS,CREMERS e SIMERS -, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, da Academia Sul-Riograndense de Medicina e da Academia Sul-Brasileira de Letras. Médico-escritor como foram Guimarães Rosa,Moacyr Scliar, Cyro Martins, Dyonélio Machado, Prado Veppo, José Antonio do Vale, entre muitos. José Antonio do Vale acrescentou Caldre e Fião a seu nome, e escreveu o primeiro romance de autor gaúcho: “A Divina Pastora”,em 1847,quando foram lançados dois volumes, que ficaram desaparecidos por 145 anos, reaparecendo um deles no Uruguai em 1992 – relato de um artigo do Dr. Blau. Caldre e Fião tem uma história rica e muito interessante.

Como médico que também atua no serviço público de saúde, o Dr. Blau conhece as imensas dificuldades inerentes a esta complexa atividade, que só pode ser realmente aquilatada por quem a vivencia. Um sistema de saúde perverso ,não só com pacientes, mas com quem nele trabalha. Participou de duas antologias: a série “Médicos (Pr) escrevem” e “As Guerras dos Gaúchos”.

Com estilo elegante, fluido e erudição transmutada em simplicidade. Em sua produção constam textos científicos, artigos para jornais e  quatro livros: “Poesia,Cotidiano e Sonho”, “Contos do Sobrado”, “De Todo Laço” e “Uma no Cravo ,Outra na Ferradura”, este uma fascinante aula de história gaúcha. Entre tantas, a história do pintor alemão aqui radicado, Hermann Rudolf Wendroth.
Em um artigo de “Medicina e Literatura”: “Na medicina de hoje ,quando a tecnologia se hipertrofia, há necessidade de um humanismo, que dificilmente será encontrado em tanta abundância quanto na literatura.”

Zeno Dias Chaves, coautor de “Pela Palavra Empenhada” é um de nossos historiadores. Seu livro “Caçapava do Sul,História , Tradição e Natureza” , nos enriquece de conhecimentos sobre nossa história,desde os seus primórdios. O seu Zeno é nossa memória cultural e histórica. Foi vereador por duas legislaturas, diretor da COOPAM, Secretário Municipal de Turismo, diretor artístico e cultural e patrão do CTG Sentinela dos Cerros, sócio fundador de diversas entidades tradicionalistas em Caçapava e em outras cidades do estado. Também foi coordenador da 18ª Região Tradicionalista, conselheiro do Movimento Tradicionalista Gaúcho por 12 anos e presidente durante 3 anos.Foi patrono da X Feira do livro de Caçapava. Profundo conhecedor de história e folclore, recebeu o prêmio Negrinho do Pastoreio, em 1988.

Alcy Cheuiche escreveu: “Agora fico admirando a fotografia de Zeno Dias Chaves no seu livro e penso o quanto Caçapava do Sul deve a este filho ilustre. Sentado no alto da muralha do Forte Dom Pedro ll, ele revela, na sua simplicidade campeira, toda a “estampa de monarca”do cidadão gaúcho. Por detrás dele, a igreja Nossa Senhora da Assunção. Ali reunidos, três patrimônios históricos da cidade.”

Um patrimônio belo, poético, com seus fonemas que dançam no ar, e sonoro como pássaros da mata foi exterminado. Restam focos de pesquisa esparsos e falada no Paraguai. A língua tupi-guarani, da qual origina-se caa-ça-paaba. Gostaria de concluir agradecendo e desejando boa-noite neste idioma:
Aweté Pyntun Porã.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Patrono Airton Ortiz faz uma avaliação da 23ª Feira do Livro


Por Jornal Gazeta de Caçapava

O patrono da 23ª Feira do Livro, o jornalista, aventureiro e escritor, Airton Ortiz, faz uma avaliação da 23ª edição da Feira do Livro, onde destaca dois aspectos importantes, o político e cultural.

Político pelo fato da feira ser uma atividade organizada pela comunidade, que se une por um objetivo comum e em busca desta realização, exerce plenamente a cidadania. E cultural por que, segundo ele, Caçapava está mesmo se tornando uma cidade que leitora, não é apenas um slogan que foi adotado.

- O individualismo é tão grande que é raro ver um movimento coletivo, em cima de uma única proposta. As melhores feiras são aquelas organizadas pela comunidade e a de Caçapava é uma das melhores do Estado - disse Ortiz.
O escritor conta que na maioria das vezes, os escritos autografam de maneira informal, porque as pessoas não têm o hábito de adquirir livros.
- A primeira vez que estive em Caçapava, há uns cinco anos, autografei com o escritor Alcy Cheuiche. Lembro que a mesa estava ocupada e ele, logo após a palestra, tratou de desocupar e disse “agora nós vamos autografar”. Para minha surpresa, duas filas formaram-se diante de nós. Esta é a quarta vez que sou convidado pela comissão e aqui é um dos poucos lugares em que o escritor autografa livros. Recebi algumas mensagens, pelas redes sociais, de pessoas que adquiriram meus livros durante o evento, já leram e agora vão emprestá-los.

Sobre o convite para ser patrono, Airton Ortiz disse que isso representa a maior demonstração de carinho que a comunidade pode fazer pelo autor.
- Normalmente as pessoas valorizadas são as celebridades, fruto da mídia. Dificilmente pessoas ligadas a cultura. O patrono deve corresponder a esse gesto, então sempre que posso, permaneço na cidade para cumprir a função cultural que é juntar-se a cidade para promover a cultura. Além dos quilos extras, vou levar destes dez dias a convivência com as pessoas, a troca de afetividade e de carinho, o que nos torna mais humanos. O contato direto com pessoas que não fazem parte do nosso dia a dia só nos acrescenta - afirmou Ortiz.

O escritor está concluindo o livro Atenas, que deverá ser entregue para a editora na próxima semana e lançado na feira do livro de Porto Alegre, que acontece em outubro. A obra reúne crônicas sobre a capital da Grécia e faz parte da coleção Expedições Urbanas. No segundo semestre, inicia as viagens para Paris, desta vez com olhar voltado para seu próximo livro, que pretende lançar em 2014. Depois, o autor irá se dedicar a um romance. A ideia é a cada três livros, escrever um romance, sempre dentro do tema viagem.

Legenda: Para o patrono Airton Ortiz, Caçapava realmente é uma cidade que lê.
 
 

Exposição fotográfica retrata patrimônio histórico de Caçapava

Por Jornal Gazeta de Caçapava
 
Está exposta no saguão do Instituto de Educação Dinarte Ribeiro a amostra fotográfica “Contextura do Abandono”.

Criada pelos fotógrafos Juliano Porto, Daniel Miranda, Jacques Cassel e Lislair Leão Marques, a exposição, segundo os autores tem por objetivo retratar a situação em que se encontram os prédios históricos do município.

- Essa exposição se tornou uma mobilização, colocamos no facebook e já tivemos mais de 50 mil acessos. Estamos mostrando, através da fotografia o descaso com o patrimônio histórico - explicou Lislair Leão.

A amostra vai até segunda-feira, dia 06 de maio. Interessados podem acessar a pagina do facebook digitando “Contextura do Abandono”.

Legenda: Exposição pode ser vista no Instituto Dinarte Ribeiro

Câmara presta homenagem na Feira do Livro

Por Jornal Gazeta de Caçapava

 
Na quinta-feira, dia 02, a Câmara de Vereadores realizou uma Sessão Solene para homenagear as entidades responsáveis pelos estandes na Feira do Livro: Apae, Biblioteca Pública Municipal, Coeducar, Liga Feminina de Combate ao Câncer, Lions Clube, Paróquia Nossa Senhora da Assunção, Ponto de Cultura, PTG Ronda das Sesmarias, Seduc, Unipampa e Urcamp.
Para o presidente da Câmara, José Sidnei Menezes (Pirola-PP), a feira é um grande evento cultural, que reúne importantes escritores. A comunidade tem a oportunidade de prestigiar esses autores e as manifestações artísticas oferecidas na programação.
- Além disso, as entidades são parceiras da comissão organizadora. São os responsáveis pela organização, comercialização e cuidado com os livros. Orientam os leitores e divulgam as obras dos escritores que participam da feira. O envolvimento começa antes da abertura e só termina depois que os saldos são contabilizados, após o encerramento do evento - disse Pirola.
Durante a sessão os vereadores entregaram certificados para os representantes de cada entidade. O vereador Silvio Tolfo Tondo representou os colegas e fez um discurso homenageando as entidades e a Feira do Livro.

Legenda: Entidades da cidade são responsáveis pela comercialização dos livros
 
 
 
 
 

Domingo tem o almoço Homens na Cozinha


Por Jornal Gazeta de Caçapava
No domingo, dia 05, será realizado mais uma edição do almoço beneficente Homens na Cozinha, na sede da AABB. O evento gastronômico é organizado pelo Lions Clube de Caçapava e faz parte da programação da Feira do Livro.
Fazem parte do cardápio pratos à base de carnes de gado, cordeiro, búfalo, porco e frango, acompanhamentos, saladas e sobremesas. Os convites estão à venda no Salão Paroquial, no valor de R$ 25,00, com os integrantes do clube.

Neste mesmo dia, haverá reinauguração da rótula de acesso à cidade, que foi revitalizada através de uma parceria da Prefeitura com o Lions Clube.

“Papel da escola é ensinar o padrão culto da língua” disse o escritor Paulo Ledur



O escritor e mestre em Linguística Aplicada pela PUCRS, Paulo Ledur, que é professor de Língua Portuguesa na Escola Superior do Ministério Público, na Escola de Gestão Pública da Famurs, na Justiça Federal, no Tribunal Regional Federal e no Instituto de Estudos Municipais, ministrou a oficina Nosso aluno precisa pensar mais e decorar menos, na segunda e na terça-feira, pela manhã, no Instituto Dinarte Ribeiro.

A proposta foi alertar os professores sobre a necessidade de fazer com que o aluno não se limite a decorar os conteúdos de Língua Portuguesa, e fazer com que estimulem o uso do raciocínio lógico, dedutivo, da atenção e da reflexão.
De acordo com Ledur, as crianças vão para a escola para aprender o padrão culto da língua, porque a linguagem coloquial elas já conhecem. E esse padrão só é assimilado quando inserido na linguagem.

- A linguagem oral é transmitida para a escrita no mesmo nível da fala. Isso esbarrou num problema, porque a fala é muito mais rápida que a escrita. A fala social é popular porque abre mão do padrão culto. Cada nicho adota um tipo de gíria e as gírias dos jovens mudam constantemente, enquanto que a dos adultos permanece a mesma por vinte anos. No dia a dia, há uma mistura de diversos padrões de linguagem. A escola não pode impedir isso, mas deve deixar claro que o seu papel é ensinar o padrão culto. Se isso não acontecer, mais adiante este aluno, irá fracassar, seja no vestibular ou em concursos. O internetês é a linguagem mais difundida hoje. É fantástica a rapidez que esta ferramenta proporciona, mas com isso vem a superficialidade e não precisamos ser superficiais. O processo da escrita não deve acompanhar a rapidez do envio. O papel da escola é alertar para isso - disse Ledur.

O escritor destacou também que os textos modernos precisam ter clareza, objetividade e concisão, sem perder o conteúdo.
- Não há lugar para aquilo que não diz nada ou diz o óbvio. Não existe mais espaço para formalidade, é preciso dizer o máximo, no mínimo. E a gramática existe para organizar a escrita. As pessoas têm mais capacidade de falar do que escrever, porque dispomos de mais recursos na oralidade, então a escrita tem que compensar esses recursos. Os erros gramaticais tornam-se pequenos diante do conteúdo escrito. Então se deve dar importância para aquilo que realmente é. Há erros e erros. Os professores utilizam 80% do tempo com gramática e 20% com produção textual, quando devia ser o contrário. Escrever bem é pensar, sentir e expressar bem. Falta sensibilidade na hora de escrever - concluiu o escritor.

Legenda: Gramático e mestre em lingüística ministrou oficinas no Instituto Dinarte Ribeiro

Homenagem a Professora Alda Marques Severo



Professora Alda Marques Severo, nasceu em 14 de agosto de 1932, no município de Caçapava do Sul, filha de Lupicínio Alves Marques e de Maria das Dores Araújo Marques, (Dona Filinha) para os amigos, casada com srº Francisco Dutra Severo.

Seus filhos, Francisco Carlos, engenheiro, casado com Ana Caloca Severo, tendo os filhos Cássia, Caio e Lucas Severo. Nilton Bem Hur (in memoriun) engenheiro agrônomo, casado com Elisabeth Pigato Severo, tendo os filhos Fábio e Bruna Pigato Severo. Paulo Rubens Severo, professor, solteiro e Luz Henrique, casado com Rosiquel de Freitas Severo, tendo os filhos Camila e Caroline Freitas Severo.

Professora Alda iniciou seus estudos no Curso Primário na Escola Dinarte Ribeiro, o Normal Regional na Escola Santíssimo Nome de Jesus, em 1966, cursou o 2º grau, contabilidade, na Escola técnica de Comércio Drº Borges de Medeiros em 1967.

Curso Superior Licenciatura em Ciências Sociais, pela Universidade Regional da Campanha, Urcamp, Bagé em 1972, pós graduada em Folclore, pela Faculdade Palestrina de Porto Alegre, em 1983.

Magistério, vocação que iniciou ainda muita jovem aos 14 anos, ministrava aulas numa escola de Campanha na localidade de Cambaí (Arroio dos Negros, tupi-guarani) no Municipio de São Gabriel. Em Caçapava lecionava em sua residência, durante o estágio do normal regional, lecionou na Escola Particular Santíssimo Nome de Jesus, colégio das irmãs.

Em 1960, assume no Magistério Municipal na Escola Liberato Salzano Vieira da Cunha, em 1966, atuou na Escola Municipal Drº Alfredo Duarte.
No ano de 1967, a professora Alda Marques Severo, assume o cargo no Magistério Público Estadual, no Grupo Escolar Cidade de Caçapava, hoje, Escola Estadual Profª Januária Leal, onde atuou como professora e vice-diretora da então diretora Simone Mór.

Já em 1972, atua na Escola Estadual Nossa Senhora da Assunção, como professora e Supervisora Escolar.

Em 1988, assume na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Caçapava do Sul, APAE, desempenhando as funções de Tesoureira na Diretoria e após como Diretora da Escola Especial Wantuil Miranda, atuando até o ano de 2010.

Direção, professores e alunos da Apae

Legenda: Alunos encantaram público e deram exemplo de superação

Professora Alda Marques Severo foi homenageada pelo trabalho junto à APAE.

Apae emociona público na feira e comemora hoje 45 anos



 

A Escola Especial Wantuil Miranda comemora 45 anos hoje. Fundada em 03 de maio de 1968 e reconhecida pelo Ministério da Educação em 1978, é mantida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, Apae, e tem como presidente Luiz Augusto Vargas da Luz e diretora Fátima Jovane de Melo Reck.
A escola atende 138 alunos, matriculados na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação Pré- Profissionalizante e oferece atendimento pedagógico, de saúde e assistência social e atividades como: capoeira, informática, oficina de culinária e artesanato, dança e coral.

Uma apresentação dos alunos, na segunda-feira, dia 29, durante a feira do livro, emocionou o público, foi exemplo de superação e mostrou o esforço e dedicação dos profissionais que trabalham na escola. Na mesma noite, a professora Alda Marques Severo, que atuou na escola de 1988 até 2010, foi homenageada.

Arquiteta fala sobre os prédios históricos do município




A arquiteta Michelle Campos Morais apresentou durante a Feira do Livro um estudo sobre os prédios históricos de Caçapava. A proposta foi registrar e contribuir para a preservação das edificações consideradas importantes do ponto de vista arquitetônico, histórico e cultural na área urbana da cidade, através de uma pesquisa sobre a situação atual de bens listados em inventário, no ano de 1987.

Para a realização deste estudo foi estabelecido o critério de delimitação territorial para a seleção dos bens a serem inventariados, sendo contemplada a zona de interesse do patrimônio, que compreende 24 bens (dois foram destruídos e 22 são remanescentes e serão inventariados).

Os bens demolidos são o Barbadão, na rua Sete de Setembro, e o bar da rua 15 de Novembro, esquina com Borges de Medeiros. Os que serão inventariados são: Casa dos Ministérios; o antigo Fórum, hoje Centro Municipal de Cultura; Igreja Matriz Nossa Senhora da Assunção; Casa de Borges de Medeiros; Fonte do Conselheiro; Forte Dom Pedro II; conjunto comercial no Calçadão (Real Confecções); antiga residência na rua Sete de Setembro (Casa Oliveira); antiga residência e comércio na rua Ulhôa Cintra, esquina com Baltazar de Bem; Clube União Caçapavana; Aquarela Fiambreria; Armarinho J. Alves; Monumento ao Centenário Farroupilha; antiga residência na Ulhôa Cintra, esquina Dom Pedro II; antiga residência e comércio na rua Baltazar de Bem; antiga residência na rua General Osório; antiga residência na Ulhôa Cintra; Escola Estadual Dinarte Ribeiro; antiga sede da Polícia Civil; antiga residência e comércio na rua Lúcio Jaime; igreja da escola Dinarte Ribeiro; antiga residência na Ulhôa Cintra, esquina com Barão de Caçapava.

Desses bens, o Forte Dom Pedro II é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Centro de Cultura e a Casa dos Ministérios são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae).

De acordo com a arquiteta, a data das edificações corresponde de 1800 a 1970, mas algumas delas foram tão modificadas que perderam o aspecto arquitetônico

- Existe o risco de sobrevivência destes prédios históricos, devido ao crescimento urbano, especulação imobiliária e falta de políticas públicas, além de escassa preocupação com a manutenção - disse Michelle Campo.

Ela mostrou algumas referências, como o Centro Histórico de Curitiba, de Porto Alegre e a cidade de Jaguarão, que foi tombada pelo Iphan e hoje é chamada de “Ouro Preto do Sul do Brasil”.

 - A comunidade despertou esse caráter de exploração do turismo. Caçapava tem o mesmo potencial histórico arquitetônico. As pessoas precisam compreender que preservar o antigo é evoluir. É preciso preservar o existente de maneira saudável, para que traga benefícios para a cidade. O primeiro passo é a comunidade querer, para que isso aconteça é necessário saber quais bens contemplam o patrimônio. A partir daí as ações do poder público (busca de recursos, através do corpo técnico) e da comunidade (educação patrimonial) irão se solidarizar - concluiu Michelle Morais.

Legenda:
Arquiteta apresentou painel sobre patrimônio histórico na terça-feira, dia 30

Marcelo Aquino lançou obra que tem dedicatória à ator caçapavano



Marcelo Aquino, ator e diretor gaúcho, graduado em Artes Cênicas pela Universidade da Cidade do Rio de Janeiro, lançou seu primeiro livro “A História do Príncipe que Nasceu Azul”, na noite de domingo, dia 28.

A obra contém uma dedicatória ao ator caçapavano, Maykel Teixeira, filho de Opalina e Francisco Teixeira.

Segundo o escritor, a história dos dois é muito parecida, porque ambos saíram do interior em busca de um sonho, ser ator. Em 2001 montaram uma peça, que fala sobre as diferenças, o amor, carinho e respeito ao próximo. Ela conta a história de um menino que nasceu azul, num reino onde todas as pessoas eram brancas.
 

- A peça ficou em cartaz no Estado por vários anos. Além de atuar ele confeccionou os figurinos e foi premiado por este trabalho O Maiquel trouxe muitos ensinamentos durante o período em que convivemos. O teatro e o palco eram sua grande paixão - contou emocionado Marcelo Aquino.
O ator vem se dedicando ao estudo da fronteira entre a dança e o teatro na busca da construção de um espaço livre e criativo, onde atores e bailarinos encontrem um território de trocas e de afetos. Ele trabalha como ator de cinema, teatro e televisão realizando importantes trabalhos em empresas como Rede Globo e rede Record, além de atuar como diretor e preparador de elenco para espetáculos de teatro.

Legenda: Pais de Maykel receberam homenagem do ator durante lançamento do livro


Homenagem às Entidades que Participam dos Estandes da XXIII Feira

 Por Silvio Tondo
 



Cumprimento às autoridades já citadas no protocolo.


Parabenizo os xerifes da feira Luis Hugo e Denise Burin e a todos que trabalham para fazer esta bela 23° feira do livro.

Agradeço a escolha e a oportunidade aos meus colegas por me manisfestar em nome da cãmara de vereadores do município de Caçapava do Sul. 

Senhores, temos em Caçapava do Sul uma feira do livro voltada para a comunidade, esta que em passos largos tem tido um crescimento no número de leitores mostrando que é uma feira que dá certo. 

Agradecemos ao Patrono Airton Ortiz, por nos presentear com suas excelentes obras e cancelando seus compromissos durante ao período da feira, valorizando a cada dia os expositores, patrocinadores, homenageados e instituições que aqui se fazem presente. 

Esta semana de grande importância para nós leitores ficam marcadas pelas belas apresentações neste palco, apresentações emocionantes, alegres, divertidas, engrandecendo nossos conhecimentos, quero ressaltar que estive aqui todos os dias e em uma delas, desculpe aqui minha franqueza, levamos um beliscão, na apresentação da APAE, onde os alunos nos deixaram emocionados e com certeza que temos muito a aprender. Recebi aqui esta semana a minha primeira ficha funcional datada de 13/03/1982, do banco do Brasil e aqui agradeço em especial ao sr. pedro vanolin que me proporcionou esta bela lembrança. 

Isto mostra que a leitura em busca do conhecimento podemos construir um caminho vitorioso, emocionante e com realizações profissionais em prol do bem dos cidadãos. 

A partir da 14° feira do livro de Caçapava do Sul, em 2004, um novo projeto foi elaborado acredito que tenha dado certo, pois cada ano o evento cresce e a comunidade participa mais intensamente. 

O escritor Alcy Cheuiche, junto com, hoje, coordenador da feira Pedro Vanolin, a prof° Rosane Miolo dos Santos, o prof° Roberto Zamberlan, na época secretário de município convidaram entidades de Caçapava do Sul para administrarem as estandes, pois a feira tem um modelo diferente de outras  cidades do estados. 

Ela não tem fins lucrativos , no princípio o lucro era revertido para a reestruturação da igreja matriz, hoje reformada.  Não são as editoras e livrarias que vendem  os livros , e sim, pessoas de nossa comunidade, que por 10 dias, se doam, se organizam para atender e auxiliar os leitores nas suas escolhas. No final da feira, cada entidade recebe um percentual, que é de grande valia para manutenção delas. 

Por este motivo, a Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul vem homenagear a todas entidades responsáveis por cada estande da feira, que é grande razão de existir, é o local que abriga o romance, a história, o drama a comédia e conhecimentos que a literatura traz para nós leitores, muito obrigado. 

Caçapava do Sul, uma cidade que lê.
 



 
 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Homenagem ao Patrono da XXIII Feira: Airton Ortiz


por Nicole Bartmer
 

Boa noite a todos os leitores e leitoras aqui presentes. Através do convite de uma professora muito especial, recebi com grande honra a tarefa de falar algumas palavras em homenagem ao patrono desta grande festa caçapavana, em sua 23ª edição.

Airton Ortiz, jornalista aventureiro ou um aventureiro jornalista?, tem mais de 10 livros publicados, onde relata suas grandes aventuras pelos quatro cantos do globo. Escritor consagrado, recebeu diversos prêmios durante sua trajetória, e seus livros sempre figuraram entre os mais vendidos.

Sendo sucesso de crítica e público, já foi agraciado diversas vezes com o título de Patrono em várias Feiras do Livro pelo nosso Rio Grande do Sul afora. Este ano, é a vez de Caçapava do Sul celebrar este importante compromisso com a leitura, encarado pelo próprio escritor como um ato de cidadania, do qual todos devemos fazer parte.

Diante de sua obra, venho aqui falar de seu duplo potencial que me fascinou: além de incentivar, despertar a leitura por meio da curiosidade, do interesse sobre suas aventuras, traz em seus relatos a capacidade de despir nossos pré - conceitos. Quando fala também sobre o outro, o diferente, isto enriquece a todos nós!

À maneira dos grandes viajantes de tempos longínquos, nos informa sobre culturas tão distantes quanto diferentes da nossa. Ao relatar aspectos do nosso cotidiano, corriqueiros, coloca nossa própria cultura em perspectiva, nos levando a pensar, a re -pensar sobre nossos costumes e crenças.

Por meio de suas fotos, vislumbramos os contrastes e semelhanças entre as paisagens, os modos de vida dos povos. E que olhar cuidadoso para conseguir captar todos estes contrapontos, conseguir ressaltar aquilo que nos distingue e nos aproxima enquanto seres humanos!

Aqui vizualizo outro ato de cidadania de Ortiz: a defesa da multiplicidade do ser humano, da promoção da diversidade cultural, que mesmo em tempos de globalização mostra seu vigor ao demonstrar suas resistências e continuidades.

Por fim, creio que sua obra e seu legado, querido Ortiz, afirmam a grande máxima: o que nos une, a todos, é a nossa diferença!

Seja percorrendo a trilha da humanidade, desbravando a Amazônia, enfrentando o Alasca, descobrindo o mundo Maia, consegue em seus livros nos transportar com o mesmo interesse, a mesma verdade, por todos estes caminhos.

Por isto te agradecemos e afirmamos com toda certeza, que cumpre maravilhosamente bem teu compromisso de cidadão ao promover a leitura e ao fazer de Caçapava do Sul, mais uma vez, uma cidade que lê!

Muito obrigado a todos!

terça-feira, 30 de abril de 2013

30 de Abril para os Caçapavanos

Em 30 de abril de 1839 foi apresentado pela primeira vez na Segunda Capital Farroupilha, Caçapava do Sul, a Bandeira e o Hino Rio-Grandense.

“Viva a Generosa Nação Rio-Grandense!” é um livro de Pedro Vanolin que narra os passos da Farrapofest que reviveu esta passagem 160 anos atrás. O evento ocorreu em 1999. No livro, o escritor através de uma adaptação de Olavo Bilac descreve o guerreiro farrapo:


Farrapo!



Farrapo! Este nome criado pelo desprezo será nobilitado pela inevitável gloria da justiça do tempo.

Farrapo será um título de suprema honra! 

Muitos dos nossos guerreiros são pobres, maltrapilhos, que acampam e dormem ao relento, contentando-se com um bocado de carne crua, com a face voltada para as estrelas. 

Eles não têm dinheiro, nem uniforme, não podendo renovar as botas ou ponchos, que o pó das estradas, as balas, as cutiladas, as chuvas entraçalham e fazem apodrecer. 

Nossos guerreiros têm orgulho do que são, do que fizeram das suas escolhas, da sua determinação e bravura, sendo mais ricos assim, possuindo apenas o seu cavalo, a sua garrucha, a sua lança, a vontade de viver num chão livre, olhando para a estepe infinita que os cerca, para o infinito céu que os cobre e, entre esses dois infinitos, expandir, espalhar, transportar no vento minuano o seu ideal de justiça e fraternidade.

Homenagem ao escritor Paulo Flávio Ledur

Por Janaína Souza
 



Boa noite, Senhoras e Senhores!

É com muita honra, que apresento-lhes o palestrante da noite.

Paulo Flávio Ledur é Licenciado em Letras pela Faculdade Porto-Alegrense de Educação, Ciências e Letras (FAPA) e Mestre em Linguística Aplicada pela PUCRS. Ministrou aulas de Literatura Portuguesa e Língua Portuguesa na FAPA e de Editoração na Faculdade dos Meios de Comunicação Social da PUC e no Curso de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas. 

Atualmente, é professor de Língua Portuguesa na Escola Superior do Ministério Público, na Escola de Gestão Pública da Famurs, na Justiça Federal, no Tribunal Regional Federal e no Instituto de Estudos Municipais, além de ministrar cursos e seminários destinados a profissionais liberais, executivos, servidores públicos, entidades de classe e organizações de treinamento e desenvolvimento de recursos humanos. 

É autor de diversos livros, destacando-se: Português Prático, Guia prático da nova ortografia, Redação oficial dos municípios e Os pecados da língua.
Além do magistério, Ledur tem destacada atuação como editor, seja a frente da Editora AGE, seja dirigindo o Instituto Estadual do Livro no RS, no biênio 93-94, ou presidindo, em 2002, o Conselho Estadual de Cultura do RS, e de 98-2001, a Câmara Rio-Grandense do Livro e a Feira do Livro de Porto Alegre. Essa atuação lhe valeu diversos prêmios, destacando-se a Medalha Caio Prado Jr. de Editoração Cultural, concedida pela União Brasileira de Escritores, do Rio de Janeiro, em 1994. O troféu Personalidade, da Câmara Rio-Grandense do Livro, e duas medalhas Simões Lopes Neto do Governo do RS e da Associação Brasileira de Escritores, ambas em 2002.

Ministrará esse ano, aqui na nossa Feira do Livro, Oficina com o seguinte tema: “Nosso aluno precisa pensar mais e decorar menos”, ou seja, pretende alertar aos professores sobre a necessidade de fazerem com que o aluno não se limite a decorar os conteúdos de Língua Portuguesa, mas que estimulem sempre a utilização do raciocínio lógico, dedutivo, da atenção e da reflexão.
Possui verdadeira capacidade de encantar os alunos. Um dos gramáticos mais sólidos, mais atualizados e mais didáticos do RS, e que pela quinta vez vem nos honrar e nos presentear na Feira do Livro de Caçapava do Sul.

Aproveitem, caros amigos, as lições desse mestre.

Com vocês, PAULO FLÁVIO LEDUR

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Homenagem a Marcelo Aquino

por Mariane de Macedo

 
  
Autoridades presentes, já nominadas pelo protocolo, senhoras e senhores, Marcelo, Boa Noite!

Recebi a tarefa do nosso coordenador da feira do livro, Pedro Vanolim, para fazer a apresentação do Marcelo. E, todas às vezes que ele me faz os convites somos cercados de peculiaridades. Desta vez não foi diferente. Mas, primeiro vou fazer a apresentação objetiva do Marcelo Aquino, que é ator e diretor gaúcho, radicado no Rio de Janeiro. Ele é graduado em Artes Cênicas pela Universidade da Cidade do Rio de janeiro.

Marcelo vem se dedicando ao estudo da fronteira entre a dança e o teatro na busca da construção de um espaço livre e criativo, onde atores e bailarinos encontrem um território de trocas e de afetos. Ele trabalha como ator de cinema, teatro e televisão realizando importantes trabalhos em empresas como Rede Globo e rede Record, além de atuar como diretor e preparador de elenco para espetáculos de teatro.

E hoje Marcelo está aqui, também, como escritor, lançando seu primeiro livro “A História do Príncipe que Nasceu Azul”, que contém uma dedicatória ao ator caçapavano, Maykel Teixeira, cuja lembrança permanece na memória dos amigos, dos fãs e dos familiares.

E aqui, nesta homenagem é que está a peculiaridade do convite do Pedro Vanolim. Por acaso, ele pediu que eu apresentasse o Marcelo, que irá fazer uma homenagem ao Maykel.
Será que o acaso existe?

Marcelo, o Maykel conviveu junto com meus filhos, é filho da amiga que combinou comigo de envelhecermos tricotando debaixo de uma árvore. A Opalina, que chamamos de Lina.
Todos nós conhecemos situações de acasos. Onde não há explicação lógica do que se passa. E cada um dá a explicação de acordo com suas crenças.

Mais importante que o saber por que acontecem as coisas, é poder saboreá-las a fundo, com admiração, aceitação e principalmente gratidão. E por isto faço o meu agradecimento, ao Pedro e a você, que não sabiam deste fato e me presentearam com a oportunidade de acarinhar a minha comadre.

É importante tentarmos entender porque às pessoas entram na nossa vida. Que não é por acaso. E, tem um pensamento que diz: Que algumas entram por uma RAZÃO, outras por uma ESTAÇÃO e outras por UMA VIDA INTEIRA.

Quando percebemos qual o motivo da presença destas pessoas, começamos a saber o que fazer com cada um destes relacionamentos.

Quando alguém entra na nossa vida por uma RAZÃO. É para suprir uma necessidade, estas pessoas vem para auxiliarem em um momento oportuno. Elas poderão ser dádivas de Deus. E são! Elas estão lá pela RAZÃO, que necessitamos que elas estejam. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas e elas cumpriram com o papel delas. E este é o papel que você hoje desempenha aqui Marcelo.
Já quando as pessoas entram na nossa vida por uma, ou algumas ESTAÇÕES é porque chegou a nossa vez de dividir, crescer e aprender. Elas nos trazem a experiência da paz e nos fazem rir. Elas poderão ensinar algo que nós nunca tínhamos pensado. Geralmente, oferecem uma quantidade enorme de AMOR, mas somente por algumas ESTAÇÕES. E este é o Maykel.

Relacionamentos de uma vida inteira ensinam para sempre, para uma vida inteira, mesmo. Coisas que devemos construir para ter uma formação emocional sólida. Nossa tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa e colocar o que se aprendeu em uso, em todos os outros relacionamentos e áreas de nossas vidas. É dito, que o AMOR é cego, mas a amizade é clarividente. Obrigada Lina, por fazer parte de minha vida. Minha Vida Inteira!

Assim, vamos apresentar o Marcelo Aquino subjetivamente, que demonstra em sua declaração, após a confirmação da presença na feira, ser o que Jung chama de um ser almado, ou seja, que consegue olhar para o outro respeitando-o, tendo gratidão enfim homenageando.

Programação do Quarto Dia da XXIII Feira


O terceiro dia de feira, dia dedicado à poesia e às crianças, teve entre outras atividades o escritor Kalunga abrilhantando o público infantil. O escritor que é caçapavano de coração deixa um beijo no umbigo para ser sempre um amigo.

Por sua vez, o Patrono da XXIII Feira do Livro diz que se sente feliz e reforçou a sua impressão do modelo de feira do livro de Caçapava do Sul que valoriza o livro e a leitura mobilizando toda comunidade.

Confira a programação do 4° dia e não perca:

Dia 30 de abril – terça-feira – Dia dedicado à defesa do Patrimônio Histórico de Caçapava do Sul

09:00 às 12:00h: oficina “Nosso aluno precisa pensar mais e decorar menos” (2.ª parte), ministrada por Paulo Flávio Ledur no Instituto Estadual de Educação Dinarte Ribeiro;

09:00h: abertura da Feira e palestra de Euclides Torres e convidados abordando a importância do Patrimônio Histórico de Caçapava do Sul;

10:00h: Airton Ortiz faz a palestra “Vale a pena estudar?” para alunos da 7ª, 8ª séries e ensino médio, no Salão Paroquial;

11:30h: fechamento dos estandes;

14:00h: abertura da Feira. Apresentações: E.M.E.F. Patrício Dias Ferreira; Programa AABB Comunidade; EMEF Dagoberto Barcellos e EMEF Alfredo Duarte;

15:00h: teatro “A chuva, o raio e o trovão”, apresentado pela turma AE, do I.E.E. Dinarte Ribeiro;

19:00h: apresentação da Invernada adulta do CTG Sentinela dos Cerros;

19:30h: Painel Integrado abordando o Patrimônio Histórico de Caçapava do Sul;

A importância de Caçapava do Sul na História do Rio Grande do Sul, pelo jornalista Euclides Pinto Torres;

Situação atual do Patrimônio Histórico de Caçapava do Sul, numa abordagem da Secretária de Cultura e Turismo Maria Alice Garcia dos Santos;

Inventário urbano do Centro Histórico, da mestre em Patrimônio Cultural pela UFSM arquiteta Michelle Campos Morais;

22:00h: fechamento dos estandes.